Como já comentei na minha publicação anterior sobre retrofit no Centro (link abaixo), os projetos deixaram o campo das ideias e já aparecem nos preços. Exemplo: no edifício Basílio 177, o m² foi de estudos em ~R$ 9,3 mil para uma média próxima de R$ 12,5 mil (com unidades chegando a R$ 17,5 mil), 80% vendido e VGV de ~R$ 280 milhões; o edifício Renata Sampaio pratica diárias a partir de R$ 270 e aluguel mensal a partir de R$ 8,46 mil. Tradução: mais gente morando, comércio voltando — e o valor reagindo.
Isso conversa com o que tratei no meu outro post sobre escassez de terrenos (link abaixo): no miolo central, lote bem localizado é raro. Resultado? O preço do m² de terrenos na República saltou de R$ 2–3 mil para R$ 4–5 mil (cerca de +50%). Quando a oferta de lotes é curta, requalificar prédios prontos vira o atalho natural — e os preços acompanham.
Para completar, a Prefeitura vem dividindo a conta: a subvenção do Requalifica Centro cobre até 25% da obra, com envelope total de R$ 1 bi e 3º chamamento lançado em 2025 (R$ 200 mi). Isso ajuda a viabilizar projetos que, sozinhos, talvez não saíssem do papel.
Fontes
• Metro Quadrado
• São Paulo Parcerias
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